6 de nov de 2011

Córrego

Tremor de um vulcão dentro de minhas vísceras. Lava borbulhando numa incandescência azul.
Eu, gigante, afasto as montanhas com meus braços. Cerro as unhas nos azulejos dos penhascos enquanto planetóides de gelatina orbitam ao redor dos meus oito olhos (todos fechados exceto um).
O vulcão irrompe de meu peito parindo um córrego cristalino, um acorde menor e três diminutos dragões, todos com asas de colibri.